Mão de um profissional operando o painel de um aparelho de ultrassom
Varizes

Endolaser: como funciona o tratamento de varizes com laser

O endolaser fecha a veia doente por dentro, com uma fibra óptica guiada por ultrassom, sem cortes. É a técnica para a safena e para as varizes grossas mais profundas. Este texto explica o que acontece antes, durante e depois.

Neste artigo

  1. O que é o endolaser
  2. Para quais veias ele é indicado
  3. Como funciona, passo a passo
  4. Recuperação e retorno à rotina
  5. O que vem depois do endolaser
  6. Perguntas frequentes

Por muito tempo, tratar a veia safena significou cirurgia com cortes, internação e semanas de recuperação. Muita gente adiou o tratamento das varizes por anos por causa dessa imagem. O endolaser mudou esse cenário: a veia doente é fechada no lugar, por dentro, e o corpo se encarrega do resto.

A proposta deste texto é explicar, em linguagem de paciente, o que o endolaser faz, para quais veias serve, como é o procedimento e o que esperar da recuperação. Nada aqui substitui a avaliação individual: o objetivo é que você chegue à consulta entendendo a técnica que pode ser indicada para você.

O que é o endolaser

O endolaser, também chamado de laser endovenoso, é uma das tecnologias mais modernas no tratamento das varizes. Uma fina fibra óptica é introduzida dentro da veia por uma punção, e a energia do laser promove o fechamento da veia. Não há cortes.

Depois de fechada, a veia deixa de refluir e o sangue passa a circular pelas veias saudáveis. Ao longo do tempo, a veia tratada é absorvida pelo organismo. O resultado é o mesmo objetivo da cirurgia tradicional, tirar a veia doente do circuito, mas sem retirá-la fisicamente.

Endolaser em andamento: a luz do laser visível através da pele da perna, com o ultrassom ao lado guiando o procedimento
Endolaser em andamento: a fibra óptica dentro da veia, com a luz do laser visível através da pele, guiada pelo ultrassom.

Para quais veias ele é indicado

O endolaser é a técnica para a veia safena e para as varizes grossas mais profundas. A safena percorre a perna inteira e, quando as suas válvulas param de funcionar, o sangue reflui e passa a pressionar as veias abaixo dela. Por isso ela é a principal causa das varizes, e por isso tratá-la muda o resultado de todo o restante do plano.

As varizes grossas superficiais seguem por outro caminho, a escleroterapia com espuma. Os vasinhos e as veias menores, pelo laser transdérmico ou pela escleroterapia. É comum o plano combinar mais de uma técnica, em etapas.

Cada veia, um recurso

O endolaser cuida da origem. As outras técnicas cuidam do que dependia dela.

Endolaser

Safena e varizes grossas mais profundas. Fibra óptica dentro da veia, guiada por ultrassom, sem cortes.

Escleroterapia com espuma

Varizes grossas superficiais. Uma espuma medicinal fecha a veia sem cirurgia convencional.

Laser transdérmico

Veias maiores e menores. Atua através da pele, sem agulha.

Microcirurgia

Varizes superficiais de médio e grande calibre, por incisões praticamente imperceptíveis.

Como funciona, passo a passo

Tudo começa na consulta. A Dra. Karyne faz a avaliação clínica, o ultrassom Doppler e a fleboscopia com realidade aumentada, em todos os casos. É o Doppler que confirma se a safena está insuficiente e mapeia as varizes mais profundas. Sem esse mapa, não há indicação de endolaser.

Com o plano definido, o procedimento segue uma sequência:

Sala de procedimentos com maca reclinável, aparelho de laser e painel vazado
Sala de procedimentos do consultório: maca, aparelho de laser e ultrassom no mesmo ambiente.

Recuperação e retorno à rotina

Por não exigir cortes, o endolaser proporciona menor desconforto pós-operatório, recuperação mais rápida e retorno precoce às atividades habituais. Caminhar logo após o procedimento faz parte da recuperação: o movimento da panturrilha ajuda a circulação.

Os prazos para voltar ao trabalho, à atividade física e ao sol, e o tempo de uso da meia de compressão, são passados na consulta, porque variam de acordo com o caso. CONFIRMAR com a Dra.: prazos que ela costuma informar

O endolaser não tira a veia: fecha. O corpo absorve a veia fechada e o sangue segue pelas veias saudáveis.

O que vem depois do endolaser

Com a safena fechada, as varizes que dependiam dela deixam de receber o refluxo. Parte delas diminui. As que permanecem são tratadas em etapas complementares, com escleroterapia com espuma, microcirurgia ou laser transdérmico, conforme o calibre e a profundidade de cada veia.

Depois, o acompanhamento. Varizes são uma doença crônica, com componente hereditário, e novas veias podem surgir ao longo dos anos. Os retornos periódicos servem para identificar cedo qualquer veia nova e tratá-la enquanto é pequena. Sobre isso, vale ler "Varizes voltam depois do laser?".

Tudo isso nasce na consulta, com o Doppler e a fleboscopia. A página do endolaser reúne o resumo da técnica.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Ele não substitui a consulta médica, não estabelece diagnóstico e não indica tratamento. A indicação do endolaser depende da avaliação individual, com exame clínico e ultrassom Doppler, feita por um médico cirurgião vascular.

Perguntas frequentes

O endolaser dói?
O procedimento é feito com anestesia e foi desenvolvido para reduzir o desconforto. O que cada paciente sente varia, e as orientações de preparo e de pós-operatório são passadas na consulta. CONFIRMAR com a Dra.: tipo de anestesia
Preciso ficar internada?
CONFIRMAR com a Dra.: regime do endolaser (consultório, ambulatorial ou hospital-dia) e tempo de permanência O endolaser foi desenvolvido para reduzir o tempo de recuperação em comparação à cirurgia tradicional, com retorno precoce às atividades.
Fica cicatriz?
Não há cortes: a fibra entra por punção. As etapas complementares, quando necessárias, usam pequenas incisões praticamente imperceptíveis ou nenhuma incisão, como na escleroterapia e no laser transdérmico.
O endolaser serve para todo mundo?
Não. Ele é indicado quando o Doppler mostra insuficiência da safena ou varizes grossas mais profundas, e a anatomia da veia permite a técnica. A decisão é individual e sai da consulta.
Quem faz o procedimento?
A própria Dra. Karyne Trindade, cirurgiã vascular com título de especialista pela SBACV e certificação em endolaser e laser transdérmico. Ela também é especialista em ecografia vascular, e é ela quem faz o Doppler que guia o procedimento.

Fontes

Dra. Karyne Trindade, cirurgiã vascular, CRM-SE 4558
Dra. Karyne Trindade
CRM-SE 4558, RQE 3853. Título de especialista em Cirurgia Vascular pela SBACV.

Cirurgiã vascular e endovascular em Aracaju, especialista em ecografia vascular e certificada em endolaser e laser transdérmico. Cada plano de tratamento nasce da avaliação clínica, do Doppler e da fleboscopia, não de uma lista pronta de procedimentos.

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