Pernas femininas em fundo cinza neutro, vistas de lado
Vasinhos

Vasinhos: laser ou aplicação? Como se decide

Não é uma escolha de gosto, nem de "qual é mais moderno". A avaliação com o Doppler e a fleboscopia, e principalmente a veia que alimenta o vasinho, definem a técnica. E, com frequência, a resposta é: as duas, em etapas.

Neste artigo

  1. O que são os vasinhos
  2. A escleroterapia, ou "aplicação"
  3. O laser transdérmico
  4. Como se decide
  5. Perguntas frequentes

"Aplicação" é a palavra que a maioria das pessoas usa para o tratamento de vasinhos, e ela tem história: a escleroterapia é o método mais tradicional, e continua sendo um dos mais usados. Mais recentemente, o laser transdérmico entrou como alternativa que dispensa a agulha.

Isso gerou uma dúvida comum no consultório: "posso fazer laser em vez da aplicação?". A resposta honesta é que as duas técnicas não competem: elas servem para vasos diferentes, e o que decide não é a preferência, é a avaliação.

O que são os vasinhos

Vasinhos, ou telangiectasias, são veias muito finas, avermelhadas ou arroxeadas, visíveis na superfície da pele. Costumam aparecer na coxa, atrás do joelho, na panturrilha e no tornozelo. Na maior parte das vezes são uma queixa estética, mas podem indicar uma alteração da circulação venosa que vale investigar.

O ponto que muda o tratamento é este: muitos vasinhos são alimentados por uma veia nutridora, um pouco maior, que não se vê a olho nu. Tratar só o vasinho, sem tratar a veia que o alimenta, é o motivo mais comum de o vasinho "voltar" no mesmo lugar.

A escleroterapia, ou "aplicação"

Na escleroterapia, uma solução específica é injetada dentro do vaso com uma agulha muito fina. Essa solução irrita a parede da veia, que se fecha e é eliminada de forma gradual pelo organismo. É um procedimento realizado em consultório, seguro e eficaz, e é um dos recursos para as veias nutridoras.

Existe também a escleroterapia com espuma, uma variação em que o medicamento é preparado em forma de espuma e usada para varizes grossas superficiais. Ela pertence ao capítulo das varizes, não dos vasinhos.

O laser transdérmico

O laser transdérmico atua através da pele, sem agulhas nem incisões. A energia do laser é absorvida pelo sangue dentro do vaso, que se fecha de forma seletiva. Trata veias maiores e menores, inclusive os vasos muito finos, em que a agulha não entra bem.

Dra. Karyne Trindade, de óculos de proteção, aplicando o laser transdérmico na perna de uma paciente
Dra. Karyne aplicando o laser transdérmico: o feixe atua através da pele, sem agulha, e trata veias maiores e menores.

Por não usar agulha, o laser costuma ser a preferência de quem tem receio da aplicação. Ainda assim, laser e escleroterapia não competem: em muitos casos o plano combina os dois, e quem define isso é a avaliação, com o Doppler e a fleboscopia.

Quem faz o quê

Uma forma simples de entender a divisão de tarefas.

Escleroterapia

Aplicação de uma solução dentro do vaso, com agulha fina, em consultório. Um dos recursos para as veias nutridoras.

Laser transdérmico

Veias maiores e menores. Atua através da pele, sem agulha, com fechamento seletivo do vaso.

Fleboscopia com realidade aumentada

Projeta as veias sobre a pele e mostra a nutridora. Guia as duas técnicas e aumenta a precisão.

Ultrassom Doppler

Feito em todos os casos: mostra se há uma veia de origem maior, como a safena, por trás dos vasinhos.

Como se decide

Na consulta, a avaliação segue uma ordem. Primeiro, o exame clínico: onde estão os vasinhos, há quanto tempo, se há sintomas como peso ou inchaço. Depois, o ultrassom Doppler, feito em todos os casos, que mostra se há uma veia de origem maior por trás, e a fleboscopia, que projeta as veias sobre a pele e revela as nutridoras.

Dra. Karyne Trindade mostrando a uma paciente uma prancha com a ilustração das veias das pernas
Na consulta, a Dra. Karyne explica com a ilustração das veias de onde vem a variz e o que cada técnica faz.

Com o mapa pronto, a técnica é escolhida por vaso, não por perna. O laser transdérmico trata veias maiores e menores; a escleroterapia entra onde a Dra. Karyne julgar mais adequado, como nas veias nutridoras. Em muitos casos o plano combina os dois, em etapas. O número de sessões e o intervalo entre elas dependem da quantidade de vasos e da resposta de cada paciente. CONFIRMAR com a Dra.: faixa de sessões e intervalo que ela costuma informar

Laser e aplicação não competem. Cada um serve a um calibre de vaso, e a fleboscopia mostra qual é qual.

Depois das sessões, as orientações de cuidado, como uso de meia de compressão e proteção solar na região tratada, fazem parte do plano e são passadas na consulta. CONFIRMAR com a Dra.: cuidados que ela orienta

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Ele não substitui a consulta médica, não estabelece diagnóstico e não indica tratamento. A escolha entre laser e escleroterapia depende da avaliação individual feita por um médico cirurgião vascular.

Perguntas frequentes

A aplicação dói?
A agulha é muito fina e a maioria das pacientes descreve um desconforto leve e passageiro. O laser transdérmico também pode causar uma sensação de calor ou pequenas fisgadas durante a sessão. O que cada pessoa sente varia, e a médica orienta caso a caso.
Os vasinhos somem na hora?
Não. Os vasos tratados são eliminados pelo organismo de forma gradual, ao longo de semanas. Durante esse período é comum a região ficar mais escura ou avermelhada antes de clarear. A evolução é acompanhada nos retornos. CONFIRMAR com a Dra.: prazo que ela informa
Preciso de Doppler para tratar vasinhos?
Sim, sempre. O Doppler faz parte da avaliação de todo caso, inclusive dos vasinhos, porque é ele que mostra se existe uma veia de origem maior por trás, como a safena. A fleboscopia complementa: projeta as veias superficiais sobre a pele e guia a aplicação e o laser.

Fontes

Dra. Karyne Trindade, cirurgiã vascular, CRM-SE 4558
Dra. Karyne Trindade
CRM-SE 4558, RQE 3853. Título de especialista em Cirurgia Vascular pela SBACV.

Cirurgiã vascular e endovascular em Aracaju, especialista em ecografia vascular e certificada em endolaser e laser transdérmico. Cada plano de tratamento nasce da avaliação clínica e do Doppler, não de uma lista pronta de procedimentos.

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