Neste artigo
"Aplicação" é a palavra que a maioria das pessoas usa para o tratamento de vasinhos, e ela tem história: a escleroterapia é o método mais tradicional, e continua sendo um dos mais usados. Mais recentemente, o laser transdérmico entrou como alternativa que dispensa a agulha.
Isso gerou uma dúvida comum no consultório: "posso fazer laser em vez da aplicação?". A resposta honesta é que as duas técnicas não competem: elas servem para vasos diferentes, e o que decide não é a preferência, é a avaliação.
O que são os vasinhos
Vasinhos, ou telangiectasias, são veias muito finas, avermelhadas ou arroxeadas, visíveis na superfície da pele. Costumam aparecer na coxa, atrás do joelho, na panturrilha e no tornozelo. Na maior parte das vezes são uma queixa estética, mas podem indicar uma alteração da circulação venosa que vale investigar.
O ponto que muda o tratamento é este: muitos vasinhos são alimentados por uma veia nutridora, um pouco maior, que não se vê a olho nu. Tratar só o vasinho, sem tratar a veia que o alimenta, é o motivo mais comum de o vasinho "voltar" no mesmo lugar.
A escleroterapia, ou "aplicação"
Na escleroterapia, uma solução específica é injetada dentro do vaso com uma agulha muito fina. Essa solução irrita a parede da veia, que se fecha e é eliminada de forma gradual pelo organismo. É um procedimento realizado em consultório, seguro e eficaz, e é um dos recursos para as veias nutridoras.
Existe também a escleroterapia com espuma, uma variação em que o medicamento é preparado em forma de espuma e usada para varizes grossas superficiais. Ela pertence ao capítulo das varizes, não dos vasinhos.
O laser transdérmico
O laser transdérmico atua através da pele, sem agulhas nem incisões. A energia do laser é absorvida pelo sangue dentro do vaso, que se fecha de forma seletiva. Trata veias maiores e menores, inclusive os vasos muito finos, em que a agulha não entra bem.
Por não usar agulha, o laser costuma ser a preferência de quem tem receio da aplicação. Ainda assim, laser e escleroterapia não competem: em muitos casos o plano combina os dois, e quem define isso é a avaliação, com o Doppler e a fleboscopia.
Uma forma simples de entender a divisão de tarefas.
Escleroterapia
Aplicação de uma solução dentro do vaso, com agulha fina, em consultório. Um dos recursos para as veias nutridoras.
Laser transdérmico
Veias maiores e menores. Atua através da pele, sem agulha, com fechamento seletivo do vaso.
Fleboscopia com realidade aumentada
Projeta as veias sobre a pele e mostra a nutridora. Guia as duas técnicas e aumenta a precisão.
Ultrassom Doppler
Feito em todos os casos: mostra se há uma veia de origem maior, como a safena, por trás dos vasinhos.
Como se decide
Na consulta, a avaliação segue uma ordem. Primeiro, o exame clínico: onde estão os vasinhos, há quanto tempo, se há sintomas como peso ou inchaço. Depois, o ultrassom Doppler, feito em todos os casos, que mostra se há uma veia de origem maior por trás, e a fleboscopia, que projeta as veias sobre a pele e revela as nutridoras.
Com o mapa pronto, a técnica é escolhida por vaso, não por perna. O laser transdérmico trata veias maiores e menores; a escleroterapia entra onde a Dra. Karyne julgar mais adequado, como nas veias nutridoras. Em muitos casos o plano combina os dois, em etapas. O número de sessões e o intervalo entre elas dependem da quantidade de vasos e da resposta de cada paciente. CONFIRMAR com a Dra.: faixa de sessões e intervalo que ela costuma informar
Laser e aplicação não competem. Cada um serve a um calibre de vaso, e a fleboscopia mostra qual é qual.
Depois das sessões, as orientações de cuidado, como uso de meia de compressão e proteção solar na região tratada, fazem parte do plano e são passadas na consulta. CONFIRMAR com a Dra.: cuidados que ela orienta
Perguntas frequentes
A aplicação dói?
Os vasinhos somem na hora?
Preciso de Doppler para tratar vasinhos?
Fontes
- Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. Varizes.
Cirurgiã vascular e endovascular em Aracaju, especialista em ecografia vascular e certificada em endolaser e laser transdérmico. Cada plano de tratamento nasce da avaliação clínica e do Doppler, não de uma lista pronta de procedimentos.


